A ascensão inglesa

Hoje, a Inglaterra venceu a Nova Zelândia por 19 a 7 em jogo válido pela semifinais da copa do mundo de rugby. O que surpreendeu a todos foi o fato de ser a primeira derrota neozelandesa em 12 anos. Isso era tido como improvável por maior parte dos jornalistas britânicos junto com os enviados especiais que estão acompanhando o evento em loco no Japão.

Tal perspectiva se deve aos problemas de vestiários enfrentados pelo técnico inglês Eddie Jones. Ele não estava em uma boa fase dado aos fracassos de perder o Six Nations por 2 anos seguidos para times em esplendor técnico como a Irlanda e País de Gales comandados por Joe Schmidt e Warren Gartland respectivamente enquanto era contestado pela imprensa.

O cenário era diferente para a Nova Zelândia. Steve Hansen tinha anunciado que iria se aposentar após a copa do mundo. Ele comandou o bicampeonato neozelandês em 2011 e 2015. Logo tinha um time bem azeitado com as irmãos Barrett junto com figuras como Sonny Bill Williams e o capitão Kieran Reid. A superioridade neozelandesa era nítida no Rugby Championship e na Bledisloe Cup.

Mas tudo mudou em Yokohama. Jones montou um time que preconizava a posse de bola e pudesse conter os avanços rápidos neozelandeses que em sua maioria é feito por Beauden Barrett junto com seus irmãos Scott e Jordi como havia pensado por Hansen. Mas figuras inglesas como Owen Farrell e Billy Vanupola mudaram o panorama da partida.

Se Jones teve problemas ao lidar com o público e com a imprensa britânica ao longo dos últimos dois anos. Parece que sua longa peregrinação começa a ter chegado ao fim caso conquiste a copa do mundo de rugby. Mas não sabemos se ele irá renovar o contrato para o próximo ciclo. Os ingleses estão entusiasmados com tal vitória inesperada e pela ascensão inglesa.

Entre guerras e tries

Nessa primeira parte da copa do mundo de rugby disputada no Japão. Fica claro que as seleções da Oceania como Austrália e Nova Zelândia não terão problemas para se classificar para as quartas-de-final. Os australianos sofrem com os erros táticos criados pelo contestado técnico Michael Cheika enquanto os neozelandeses estão bem entrosados sob o comando de Steve Hansen.

A surpresa fica por conta do Japão. Os japoneses tem uma disciplina tática que foi adquirada ao longo do tempo. Os galeses e escoceses tem chances de avançar para a fase de eliminatórias se não terem problemas nos próximos jogos. Os ingleses terão uma guerra para enfrentar os argentinos no sábado como foi dito pelo capitão dos Pumas, Agustín Chevy,

Os franceses e irlandeses estão tranquilos no momento. Os uruguaios e nâmibios ainda travam uma disputa pela honra de vender caro a derrota para adversários mais fortes. Isso não acontece com os canadenses, russos, americanos e samoanos. A copa do mundo tem sido importante para estabelecer o rugby com um esporte que atraia um bom público.

Os sul-africanos mostram força a questão tática estabelecida por Rasmus Erasmus junto com a figura de Faf de Klerk.

Teremos bons jogos nos próximos dias.